Se estava faltando um vilão, agora não está mais.
Não que o porteiro seja assim uma flor, mas Bialski deitou o rolou, decretando criado o primeiro personagem consolidado da novela BBB9: Tonto, o vilão sanguinário.
Honestamente, o cara não imaginou que fôsse rolar o quarto branco, ninguém na casa imaginava. Contra o porteiro, o fato de que ele sabia que se tratava de um castigo. A favor dele o argumento que ele não tinha id´ía do tipo de castigo que seria. Certamente pensou nos outros Big Fones, se é que pensou, ficar acorrentado no outro por tres dias, comer titica de passarinho junto com jeijão, dar tres pulinhos na beira da piscina a cada meia hora. Mas o quarto Laranja Mecânica ele certamente não imaginou.
Que ele, porteiro, não é exatamente brilhante, sabemos. Que ele não é exatamente um sujeito cortês, também sabemos. Que ele curte sair distribuindo patadas (no que não é, digamos, muito diferente do moderador que não modera) estamos carecas de saber. Então, de cabeça fria, é provável que não lhe tenha ocorrido que podia convocar o barba loura (não é Barbie Loura, hein, gente...) mesmo ele não se encontrando no recinto. E querendo se livrar do abacaxi, convocou o primeiro que viu.
Não houve má fé, creio, na convocação do Leo, até porque duvido que ele imaginasse que um dos castigados teria que cair fora. E houve um pouco de má fé na hora em que ele pressionou o Leo já no quarto Laranja Mecânica. Mas, gentem, aquilo é um jogo, não é um cadafalso, embora eu mesma tenha usado a expressão "degola" no post aí debaixo.
Então, aonde eu pretendo chegar? No ponto em que, como se não bastasse o seu Newton ser um pé, um chato de galochas, um grosso, individualista e prepotente, tinham que transformá-lo num pulha, num vilão da melhor extirpe, o que ele nem tem competência nem inteligência pra ser.
A nossa Evil Nina bem que tinha antecipado, na quinta passada, a crítica à mão pesada do moderador que não modera e sim joga, quando ele encacetou o porteiro, entre outros, na hora do ao vivo. E eu (até tu, Brutus?) confesso que curti, porque assim, eu odeio o porteiro e tudo que ele significa em termos de comportamento machista, de visão limitada ds coisas. E isso me cegou, temporariamente, para a questão do conceito. Porque, conceitualmente, é inadmissível que o moderador interfira e faça juízo moral dos jogadores. Já há um juízo moral implícito, espúrio ao formato, embutido subliminarmente às vezes, e às vezes explicitamente mesmo quando a edição é feita, isolando frases de seu contexto, olhares do seu sentido original, quando Maurício Ricardo caracteriza os personagens. Mas o juízo moral que se impõe com mais força, mais impacto no aqui e agora do ao vivo, é sem dúvida o do Todo Poderoso Pedro Bialski, senhor do Bem e do Mal, ou o Nero do BBB.
Uma pena. Tava tudo indo tão bem....








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